INFORMATIVO

MEU ANIMAL ESTÁ COM PROBLEMAS, O QUE FAÇO?

  Diariamente o proprietário descreve atos realizados, antes de se chegar ao veterinário, que acabam por complicar o quadro clínico do paciente. Não será novidade para ninguém que a "automedicação" é condenada por toda a classe médica, seja veterinária ou humana. Lembramos também que prescrições feitas por médicos, sem exame físico do paciente, são consideradas falta à ética profissional e envolve grande risco de erro.
  Portanto, diante de qualquer problema detectado em seu pet, comporte-se de forma prudente e use de muito bom senso, evitando pressionar seu veterinário à adivinhação e à prescrição via telefônica. Não pense em medicar, nem a seguir os diversos palpites que sempre surgem.
  Pense em observar. Atitudes não invasivas ou medicamentos como: repouso, alimentação estimulada (desde que não se mude a dieta), proteção às intempéries do clima, hidratação com soro caseiro ou comercial, compressas de gelo ou de calor, curativos simples, dificilmente trarão algum prejuízo ao paciente. Em contra partida, uso de drogas, mesmo que aparentemente seguras, como analgésicos, antiinflamatórios ou antibióticos, ou outras já anteriormente prescritas, muitas vezes é responsável por um grande número de complicações.
  O mau uso de medicamentos gera: superinfecções com resistência bacteriana; irritações ao trato gastrointestinal com risco de severas hemorragias: reações alérgicas ou tóxicas;...
  Lembramos também que, como nosso paciente não descreve seus sintomas, o uso de drogas sintomáticas retiram a nossa possibilidade de observação, atrasando o socorro às doenças mais severas.
  A decisão sobre a necessidade de se levar o animal ao veterinário é sua. Se há duvida sobre a necessidade, já é um bom indicio de que deve ir. Será no mínimo uma boa oportunidade de se pedir um check-up do paciente.
  Comparando a velocidade do envelhecimento, podemos dizer que um animal sendo examinado preventivamente a cada 1 ano, corresponde a cada 6 anos de uma pessoa.
  Em casos de emergência, evite perder tempo, encarregue alguém a comunicar à clínica a sua previsão de chegada, descrevendo brevemente o estado do paciente, enquanto o animal já vai sendo transportado. Procure manter o animal tranquilo e imobilizado, com respiração facilitada, com sangramentos comprimidos e observe bem os sintomas.
MAX A. ABREU
CRMV - MG: 4144

 

 
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